À medida que a era da economia digital avança rapidamente e que termos como “Digital Economy” e “Digital Transformation” são explorados por todos os lados, as empresas, por consequência, precisam alterar suas estruturas e estratégias.

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Naõ há dúvidas de que a agilidade é o ponto chave para o sucesso diante de toda esta transformação. E em tempos de uma quase recessão no mercado brasileiro, em que muitas verticais já sentem grandes impactos, ser ágil torna-se indispensável.

Neste caso, agilidade pode ser entendida por: chegar mais rápido em um ponto e estar pronto para mudanças. Em um momento de adaptação e transformação, não há receita para tudo e nem mesmo fórmula mágica. O importante é ter em mente que o lema da vez é evitar o desperdício, fazer diferente e fazer mais com menos.

Estudos da Forester apontam para alguns pilares para se obter sucesso na transformação digital e organizacional. É preciso pensar em Big Data, inovação baseado em nuvem, mudar a maneira de pensar e encarar mobile e transformar a experiência do cliente. Estes são apenas alguns dos pontos, mas eles já significam um enorme impacto para as organizações. Até mesmo empresas que já encaram estes pontos como pilares de suas estratégias estão enfrentando enorme dificuldade em conseguir avançar na direção certa e por causa de um aspecto fundamental que deve ser levado em conta: a reorganização interna amparada por modernização tecnológica.

Os aspectos das mudanças organizacionais são inúmeros e muitas das novas práticas de gestão e estrutura organizacional sofrem grande resistência para serem incorporados na cultura das empresas. A maneira de pensar precisa mudar para que então grandes mudanças organizacionais sejam possíveis. No discurso, é comum ouvir sobre as novas práticas, porém o que se vê na realidade são organizações tentando adotar novas práticas para fazer à moda antiga.

Falamos no início sobre agilidade, sobre ser ágil, e este é um ponto que particularmente posso dizer que a JUST faz diferente. Não digo diferente de todas, mas certamente do que a grande maioria.

Algo que me parece curioso é quando enfrentamos resistência em vender projetos e produtos seguindo métodos e valores do Ágil em organizações que nós sabemos que  possuem algumas áreas que já aderiam ao Ágil (mesmo que de forma modesta) e que já estão tendo bons resultados. É algo que nos mostra que a tal transformação organizacional não está acontecendo. Apenas aquelas áreas mais desconectadas do restante da empresa é que conseguem, de forma independente, adotar novas práticas. Enquanto a transformação não passar pela organização como um todo, isso poderá não funcionar.

Após realizarmos uma incrível transformação na JUST, posso ver que ela de fato só mostra resultados quando passa a atingir os valores da empresa, a forma de pensar e contagiar a empresa como um todo.

Veja que não estou falando sobre Scrum, Kanban, XP, Lean, Delivering Happiness. Estou falando sobre pensamento, cultura, engajamento. Isso é muito maior do que qualquer metodologia, método ou workflow.

São práticas de gestão descentralizada, propagar uma cultura de auto-gestão, aprendizado, investir em estruturas horizontais de colaboração baseadas em confiança.

Sem esta transformação organizacional, fica cada vez mais difícil enfrentar os novos tempos da economia digital, e até mesmo de seguir para o passo de modernização tecnológica.

WHY? Bom, como trazer novas tecnologias que foram feitas para funcionar neste novo modelo se a empresa ainda não vive esta realidade? É um erro pensar que a tecnologia irá resolver a sua forma de pensar, sua forma de usar. O resultado disso será uma tecnologia nova sendo usada como uma tecnologia antiga.

E, nesta linha de transformação, o Ágil segue uma série de princípios e valores que visam auxiliar e aculturar as pessoas para receber estas novas tecnologias ou mesmo escolher e comprar estas tecnologias. Assim como direcionar produtos e projetos para o sucesso, gerando mais valor de negócio e mais economia.

Acha mesmo difícil recebermos cotação para orçamento de projetos com “escopo fechado”? Nada disso, é mais comum do que se pensa, digamos que quase que 90% das solicitações inicialmente são tratadas assim, depois de um trabalho de convencimento, muitas empresas passam a entender os benefícios de se comprar diferente.

Semana passada, durante uma reunião, resolvemos chamar na sala um cliente que estava trabalhando alocado na JUST e perguntamos o que via de diferencial na empresa se é que via algum, e a resposta foi sobre o clima da empresa, o ambiente de trabalho e o processo de concepção e execução dos produtos e projetos. Fizemos o mesmo, chamando algumas pessoas que trabalham na JUST e o que ouvimos foi sobre o modelo de gestão que usamos que é diferente de todas as empresas que passaram. Ouvir das pessoas na sua empresa que elas amam poder PENSAR e IMPLEMENTAR MELHORIAS é algo muito louco não? Penso que deveria ser o básico em qualquer empresa, ouvir das pessoas que elas podem exercer de fato o que elas são pagas para fazer: PENSAR! Sim, pensar, não estamos mais na época do Taylorismo ou Fordismo 🙂

É como falei mais acima: em tempos de crise, recessão e transformação, é necessário evitar o desperdício, economizar, mostrar resultado, estar pronto para mudar de direção rapidamente, estar focado em entregar o maior valor no menor tempo e custo possível. É um esforço diário de se tentar atingir, com um único tiro, o alvo certo. É um momento em que todos, independente da vertica,l estão em uma busca frenética por fazer diferente porém, o ponto não é só adotar a tecnologia, mas sim conduzí-la e implementá-la da maneira correta, para o público correto, no tempo correto e da maneira mais enxuta possível.

Como costumamos sempre reforçar em nossos bate papos na JUST, devemos comemorar e maximixar o trabalho NÃO feito! Muitas funcionalidades e solicitações, se começassemos a fazê-las logo quando surgem as idéias, gastaríamos dinheiro de nossos clientes para algo que em pouco tempo se mostraria inútil. Basta vermos por quanto tempo funcionalidades, idéias e desejos ficam estacionadoss e esquecidos em nossos backlogs.

Eu sei, o início é difícil, mudar não é fácil, mas em tempos de necessidade nasce uma nova oportunidade de se fazer diferente.

Para não ficar muito longo, vamos deixar para este post apenas a sementinha da discórdia, pois já abordei um tema muito polêmico que é sobre transformação organizacional e só para este tema é possível escrever livros e mais livros. Em um outro post, irei abordar a parte sobre como a modernização tecnológica se encaixa com a transformação organizacional.

Em meu momento spoiler, no próximo post, tentarei explicar o que significa ver plataformas de gestão de conteúdo, produção de conteúdo e mesmo de colaboração, mudando radicalmente. É possível acompanhar este movimento, observando a quantidade de pessoas que hoje usa o Evernote para produzir conteúdo e já não usa mais o Word, assim como o Inbox do Google ou mesmo o IBM Verse tentam revolucionar a forma de colaboração e mensagem entre as pessoas. Não preciso dizer como o Drupal pode ser mais eficaz, ágil e certeiro na gestão e reutilização de conteúdos e nem mesmo dizer como os projetos de search podem gerar uma enorme economia e evitar o desperdício de cerca de 25% do tempo dos colaboradores de uma empresa. Tentei não abordar os produtos para não parecer chato 🙂

O momento é de mudança e total transformação. O que vínhamos ouvindo como tendência é uma realidade e tudo isso somente será possível se sua estrutura organizacional estiver pronta para uma modernização tecnológica.

 

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